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Aprender a fotografar sendo fotografado


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A fotografia é um mundo estranho. Fotografar sem conhecer o outro lado é algo comum e errado. Devemos conhecer os dois lados da barricada e aprender.

O processo de aprendizagem vai muito além dos aspetos técnicos. É importante sabermos operar o equipamento, mas para o verdadeiro sucesso no negócio existe algo que vai para além da execução. Compreender o cliente e perceber quais as dificuldades que sentem pode (e deve) servir para aprender um pouco mais.

As relações interpessoais levam à realização de grandes negócios. Lembremo-nos que “há sempre um testo para cada panela” e há quem prefira sentir-se mais à vontade do que pagar menos. Há clientes para tudo e há bolsos diferentes. Não queremos com isto dizer que podem abusar do valor que cobrarão, mas se isso puder ser um factor de distinção, usem-no.

Quando contratamos um serviço fotográfico há outras questões para as quais estamos mais atentos. Não obstante do que foi já dito acerca de “aproveitar o momento“, sabendo o que se passa do lado de trás da câmara ajuda-nos a perceber o cliente.

Agora, enquanto clientes, sentimos o stress e a ansiedade de ser fotografados. A escolha da indumentária, as horas no cabeleireiro (para elas), o paradigma entre o bonito e o confortável, … São inúmeras questões que os nossos clientes enfrentam e que nós nem fazemos a pequena ideia. As poses, os locais de preferência ou que têm algum significado para nós. A própria comunicação durante a sessão fotográfica e a forma como os podemos deixar mais à vontade.

Depois vem a ansiedade da entrega do trabalho. Todos sabemos que o serviço só está concluído quando entregue. Assim, podemos perceber se o nosso prazo é suficiente ou se, por outro lado, poderá criar alguma instabilidade emocional provocada pelo desejo de obter as fotografias.

Aprender a fotografar pode ser bem mais do que simplesmente ter uma ideia clara e concisa do que é preciso fazer. Tecnicamente podemos ser muito bons e até conhecemos uns locais fantásticos. Ainda assim, e certamente se tivermos um conhecimento aprofundado do que é ser cliente, teremos um maior sucesso junto da comunidade local (e não só).

Façam esta experiência, pelo menos uma vez. Deixem que a vossa cara metade (a parte não fotógrafa do casal) lidere. Nós temos a tendência para sermos mais benevolentes e complacentes com o profissional que “veste a nossa pele”. Assim não teremos a oportunidade de realmente estar do outro lado. São clientes, então sejam clientes.

 

 


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