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Animais de estimação. Um nicho em expansão


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Não obstante de alguns inqualificados que abandonam os seus animais de estimação, os restantes tratam-nos como parte da família.

Considerando a paixão que alguns têm pelos amigos de 4 patas (e outros com um número diferente de patas), o lugar no retrato de família está garantido. No seguimento das sessões fotográficas New Born ou até mesmo de crianças, as sessões para animais estão a ter um crescimento do qual deveremos estar atentos.

Já aqui entrevistamos O Jaime Neto que, de certa forma é um visionário. Há muito que fotografa animais de estimação e desde cedo percebeu o mercado existente. Este tipo de sessões pode ser muito trabalhosa e devemos estar minimamente preparados. Senão vejamos alguns dos aspetos que devemos considerar, caso queiramos tornar-nos fotógrafos de animais de estimação.

Valores a cobrar

Desta vez vamos começar pelo mais importante… Considerando uma área diferente, qual o valor que devemos esperar receber?

Neste caso, e na esperança de não sermos mal interpretados, o valor é o mesmo que cobraríamos para uma sessão de maternidade, new born ou uma outra sessão qualquer… Considerando que nunca termos a certeza de quantas fotografias vamos tiras (e aproveitar), o ideal é cobrar à hora. Se preferirem, criem pacotes de várias horas, com valores diferentes.

O comportamento dos animaizinhos é imprevisível pelo que não vamos arriscar a mandar um número final de fotografias. Se a isso juntarmos a falta de capacidade de obediência perante a nossa voz de comando, tudo se torna mais difícil.

Contacto com o animal

Antes de mais, é importante que nos sintamos à vontade com diferentes tipo de animais. A não ser que se queiram especializar em gatinhos ou cãezinhos, “pets are pets” e temos de conseguir fotografar de tudo um pouco. Camaleões, iguanas, eventualmente uma tarântula… Lembrem-se que há pessoas para tudo e que há muita gente com gostos “particulares”. É certo que podem sempre negar uma sessão, mas pelo menos considerem essa possibilidade.

Há as questões de saúde que nos poderão afetar no desenrolar de uma sessão fotográfica. Eu, por exemplo, sou alérgico ao pelo de cão e de gato. Logo aí tenho um problema que nem sempre consigo ultrapassar.

Depois há as questões temperamentais como o comportamento e a agressividade de alguns animais. Mesmo na presença dos donos, nem sempre é fácil fotografá-los.

Conhecimentos técnicos

Esqueçam… Não há requisitos mínimos para nos tornarmos fotógrafos de animais de estimação. Desde que saibamos aproveitar o momento e tenhamos conhecimentos de fotografia, fazer uma sessão a um animal de estimação, uma criança, um concerto musical, um casamento ou um funeral, é tudo “igual”. Atenção, quando dizemos “igual” queremos dizer “igualmente únicos”, não há um guião, um conjunto de planos pré-definidos que usemos para tirar uma fotografia “assim” ou “assado”. Ou se proporciona ou não. O melhor é fazermos bem o trabalho de casa.

Trabalho de casa

É importante que não vamos para uma sessão fotográfica sem termos desenvolvido algum estudo prévio. Perceber o que os outros fotógrafos fazem. Como se comportam, na generalidade, aqueles animais. Com certeza que uma sessão fotográfica de um Grand Noir é substancialmente diferente da de um Pincher. No entanto, ambos são cães…

Vejam cenários, aproveitem e adaptem qualquer tipo de adereço que embeleze o produto final. Por fim, não se esqueçam de solicitar aos donos que se façam acompanhar do brinquedo preferido do seu animal de estimação e que estejam dispostos a tirar algumas fotografias com ele. Mesmo que não se venham a aproveitar, serve sempre para que perceba que não estamos lá para lhe fazer mal.


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