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Analógico e a digitalização do processo mecânico


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A fotografia vive de lembranças. Fotografamos para termos recordações do que passou e da forma como passou. A evolução tecnológica permite, entre outras coisas, reduzir a percentagem de erro fotográfico, mesmo que para isso nos tenhamos de privar do analógico.

É engraçado perceber que o avanço tecnológico nos pode fazer recuar no tempo. A fotografia traz-nos um vasto leque de desejos, ambições e amores. Uns fotografam “porque sim”, outros para recordar. Os mais tecnológicos compram armazenamento externo para as fotografias, os amantes do analógico imprimem-nas. Não obstante do preço associado à revelação da fotografia analógica, o facto de termos de ter um equipamento especificamente vocacionado para o “antigamente” pode ser um inconveniente. Ou vamos simplesmente fotografar em analógico, ou teremos de carregar as duas câmaras e respetivos acessórios.

Ao que parece o mundo, e este pedaço de terra à beira mar plantado, está repleto de gente que gosta de desafiar o óbvio. “E se pudesse evoluir a velhinha SLR?“. Antes de mais convém fazer a distinção entre SLR e DSLR. Para os mais distraídos (os outro não precisam) a grande diferença entre estes dois segmentos é o “D“. D de Digital! O resto mantém-se (D)SLR de (Digital) Single Lens Reflex. Mas se a única diferença é o Digital, não podemos nós digitalizar o analógico?

Ever Rollo

O Ever Rollo é um projeto totalmente nacional e aparece-nos para dar uma nova vida às velhinhas câmaras fotográficas. Comecem a limpar-lhes o pó, falem-lhes ao ouvido e percebam que elas ainda têm vontade de fotografar. Contudo, ter-lhes-ão de dizer que os tempos são outros e, assim sendo, sofrerão uma pequena modificação.

Lembrem-se dos filmes de animação onde os velhinhos (seja o que for) ganham nova vida para mostrar aos mais novos (que pensam que eles é que sabem) como se faz! A vida está cheia destes ensinamentos e, como tal, está na altura de mostrar que o mecânico (analógico) também consegue competir no mundo digital.

O processo é simples e conta com um equipamento externo que devemos acoplar à nossa SLR. Pois, esta é uma das condições… a câmara tem de ser SLR. Depois, só temos de colocar uma “caixinha” na parte traseira do corpo e deixar que o Raspberry Pi faça o resto. Para quem não sabe, o Raspberry Pi é um micro computador, altamente personalizável e programável, possibilitando alternativas nas mais variadas áreas. a Automação e a criação de Media Centers são as principais utilizações deste (micro) fenómeno tecnológico.

Neste caso, haverá uma solução (então) baseada num Raspberry Pi que, revestida com materiais rugosos e vintage não descuram o aspeto original da máquina. O seu tamanho sofrerá uma ligeira alteração. De qualquer forma só as “novas” se preocupam coma elegância… A imagem seguinte revela o conceito:

 

Maqueta-compressor

 

Outra questão que não foi ainda ponderada é a universalidade. Este projeto está pensado e a ser desenvolvido apenas para máquinas Canon do segmento SLR da geração Canon F-1, AE-1, AV-1 e outras fisicamente semelhantes. O sucesso ditará a evolução e a criação de outras versões para outras marcas. Contudo, neste momento, o projeto está a ser desenvolvido para esta gama de máquinas.

O preço e a disponibilidade ainda não foram divulgados, mas contamos ter a possibilidade de acompanhar a evolução do projeto e, mais adiante, atualizarmo-vos! Até lá, amantes do analógico, sorriam!


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