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Acho que ando enganado! Já fizeram o teste?


Tempo de Leitura: 3 minutos

Cada fotógrafo anseia o sucesso. Independentemente de qual tipo de fotografia que escolhemos, queremos ser conhecidos como um dos melhores nesse registo. Mas já fizeram o teste? Estão a apostar no cavalo certo?

Não ter equipamento fotográfico levou-me a ponderar o meu futuro. Atualmente tenho desenvolvido alguns trabalhos na área do espetáculo e tem sido aí que me tenho mantido mais confortável. É importante sentirmo-nos à vontade em mais que um registo, mas é preciso perceber qual o meio em que nos devemos inserir. Por incrível que pareça, há um teste que podemos fazer, que nos ajudará a determinar o nosso rumo.

Como sabem, recentemente, vi-me privado do meu equipamento fotográfico. Portátil ou fixo, ambos sofreram azares que exigiram ações de reparação. Aproveitei para trabalhar o mundo off-camera. O meu portefólio, o meu site e algumas ações nas Redes Sociais. Pela razão anteriormente referida, optei por não fazer grande publicidade, mas nunca quis recorrer à inatividade.

Acontece que tal tarefa me obrigou a rever e a (re)trabalhar sessões anteriores, algumas em registos bem diferentes dos que tenho feito em maior número.

Tenho a felicidade de ter 3 filhos maravilhosos que, além de gozarem da categoria de trigémeos – que lhes confere um ponto a favor nas sessões fotográficas – são muito dados à fotografia. Talvez por terem nascido habituados a verem-me por detrás da “caixa negra”. O certo é que sempre que estou bloqueado, uso-os para um teste ou outro.

O teste

Adiante! Nesta minha etapa de introspecção e de análise forçada, tenho colocado algumas das fotografias de sessões anteriores (deles) nas Redes Sociais (nomeadamente no Instagram). Acontece que têm tido uma grande receptividade perante os meus seguidores. Se eu tenho um determinado número de gostos nas fotos de concertos, as dos meus filhos ultrapassam o número em quase todas as publicações.

Facilmente percebi que, perante o meu núcleo de seguidores que é também o meu target mais próximo e imediato, tenho vindo a fazer algum sucesso. Destaque para um comentário de uma mãe perante uma fotografia da minha filha…

 

Não obstante da quantidade de gostos que vou adquirindo, são estes comentários que nos ativam os alertas.

Outros Indicadores

Somos fotógrafos e, qual jogadores de futebol que têm ídolos, também nós temos outros colegas de quem admiramos o trabalho. Felizmente, grande parte dos meus “adorados” são meus amigos. Pessoalmente, ou apenas nas Redes Sociais, eu sigo-os da mesma forma que tenho a sorte (?) de eles me seguirem.

São diferentes nos estilos e trabalham mercados distintos. Da moda ao desporto, do fotojornalismo aos casamentos, sempre que colocam um gosto numa publicação minha é razão para alguma felicidade extra. Se o xxx gostou da foto é porque ela é boa! penso eu com alguma regularidade.

Certo é, mais uma vez, que têm sido estas fotografias que têm tido maiores reações também desses meus seguidores. Então, sem grandes modelos matemáticos, concluo que tenho vindo a apostar no cavalo errado.

O que fazer?

Talvez quando tiver a possibilidade de voltar a ter o meu equipamento fotográfico (que aliás só carece do levantamento na loja) tentarei apostar mais nas áreas que têm sido “mais bem recebidas” do que aquela que me tem trazido algum conforto e realização pessoal.

É importante gostarmos do que fazemos, e fotografar canalha é algo que gosto. Mas também gosto dos espetáculos. Então o que fazer? Obviamente que a resposta está na boca de qualquer um: “fotografa os miúdos e usa os espetáculos para matar saudades…“.

Nunca deixarei os espetáculos; a menos que deixe de ser chamado para o fazer. Mas usarei a minha sensibilidade natural de pai em prol da criação de memórias futuras de outros que, tal como eu, vivem para os seus rebentos.

 

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