OPINIÃO

A impressão de fotografias na Era Digital


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A fotografia evoluiu! Não tanto no conceito, mas nos equipamentos e nos suportes. Antigamente comprávamos o rolo, fotografávamos, mandávamos revelar e colávamos as fotografias que se aproveitassem num álbum. De vez em quando, lá nos sentávamos no sofá, com os amigos e/ou familiares, a reviver os bons velhos tempos ou a mostrar uma qualquer experiência que tivéssemos registado para a posteridade.

A tecnologia entrou nas nossas vidas e veio facilitar muitas tarefas domésticas (e não só). Tudo foi facilitado até que a fotografia adotou a tecnologia, tornando-a um pouco menos dispendiosa. Os equipamentos continuam a ser caros, mas agora reduzimos o custo da revelação, bem como o número de fotografias “boas”, uma vez que conseguimos ver a qualidade logo após o disparo. Um cartão de memória pode custar tanto como uma revelação e dura muito mais tempo, além de que guarda um número exageradamente superior ao dos rolos fotográficos tradicionais. Por outro lado, todos temos um computador em casa, com capacidade de armazenamento ou, quando muito, compramos um disco externo para guardar as fotografias. Nalguns casos, gravamos um DVD com um ou mais álbuns fotográficos.

Tudo isto é perfeito, tudo isto funciona, mas … quantos de vós fazem sessões de revivalismo fotográfico sentados em torno de um computador ou de uma TV? Eu pessoalmente deixei de participar nesses convívios. Faço-os regularmente, mas … comigo! Ninguém tem paciência para ver fotografias em computador. O interesse reduz-se drasticamente e as fotografias (e consequentemente as nossas memórias) ficam esquecidas num suporte digital, arrumadas lá em casa. Por outro lado, a própria tecnologia não estagnou. O que há 10 anos era o “último grito” faz com que a geração atual pergunte “… isso é o quê? Disquete?? O que é isso??”. E os problemas que os discos externos dão? E a proximidade com campos magnéticos que podem danificar o conteúdo guardado?

Há um ritual que continua inalterado, os casamentos! Nos casamentos (depois deles) ainda convidamos conjuntos de amigos para irem lá a casa ver o álbum fotográfico. Vem depois o álbum das provas para que cada um possa encomendar as fotografias do evento. Ritual? Talvez, mas o certo é que a impressão existe e é como a Toyota, “Veio para ficar” (referência a anúncio publicitário da marca, na década de 80. Desculpem-me os mais novos que não percebem a analogia…).

Pessoalmente sou apologista da impressão de fotografias. Tenho tantas que às vezes nem consigo recolher as melhores para mandar imprimir, fazendo da afirmação anterior algo que não cumpro, … mas pronto!!!  Por outro lado, todas os quadros que tenho em casa são de fotografias que eu tirei. O que eu quero dizer é que a impressão fotográfica jamais será substituída. Obviamente que deveremos selecionar as melhores fotografias e, preferencialmente, criar álbuns (digitais ou não) mas que serão físicos, impressos, palpáveis. Há impressoras fotográficas, há serviços de impressão online baratos com custos de entrega praticamente inexistentes, há lojas de comércio tradicional ou em shoppings que prestam esse serviço e que não causam um desvio tão grande no orçamento como se possa pensar. Recolham as fotografias e imprimam 20 ou 30 de cada vez, e façam-no regularmente. Rapidamente terão uma quantidade “jeitosa” de memórias palpáveis.

O revivalismo está na moda; o “retro” é uma característica, uma tendência! Acompanhem as tendências e imprimam… Obviamente que devem continuar a guardar e a preservar as fotografias em formato digital. Tanto quanto possível, vão acompanhando a evolução tecnológica e façam uma atualização aos suportes utilizados, com prejuízo de perderem tudo o quanto registaram no passado, mas imprimam! Vão ver que não se desiludem…

 

 


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